Vicente Leilões Vicente Leilões

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LEILÃO 71 - LEILÃO DE VERÃO

LOTE 1 TERMINA QUINTA-FEIRA DIA 17 DE SETEMBRO AS 21:30:00


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    Lote 101

    GUERREIRO, Manuel Viegas. - BOCHIMANES !KHU DE ANGOLA. Estudo etnográfico.

    GUERREIRO, Manuel Viegas. - BOCHIMANES !KHU DE ANGOLA. Estudo etnográfico. Lisboa. Junta de Investigações do Ultramar. 1968. In-8º de 388, [1] págs. Enc.

    Ilustrado com mapas e gravuras a negro e a cores no texto e em separado. Bem conservado. Encadernação meia de pele, com capas.

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    Lote 102

    GUINÉ. 2 Obras.

    GUINÉ. 2 Obras.

    Galhano, Fernando. - ESCULTURAS E OBJECTOS DECORADOS DA GUINÉ PORTUGUESA no museu de etnografia do ultramar. 120 págs.

    Quintino, F. Rogado. - PRÁTICA E UTENSILAGEM AGRICOLAS NA GUINÉ. 124 págs. Lisboa. Junta de Investigações do Ultramar. 1971. 2 vols. In-4º. Brs.

    Profusamente ilustrados.

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    Lote 103

    GUINÉ. ALVORADA DO IMPÉRIO.

    GUINÉ. ALVORADA DO IMPÉRIO. Bolama. Edição da Imprensa Nacional da Guiné. 1952. In-4º oblongo de [164] págs. Enc.

    Raro. Profusamente ilustrado com centenas de fotografias. Encadernação em sintético, com capas.

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    Lote 104

    GUINÉ. Inicio de um governo. 1954.

    GUINÉ. Inicio de um governo. 1954. Guiné. Edição da Imprensa Nacional da Guiné. 1954. In-4º oblongo. Enc.

    Profusamente ilustrado com fotografias. Dedicatória do gabinete do governador da Guiné ao Raimundo de Brites Moita. Encadernação em sintético, com capas.

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    Lote 105

    GUISADO, Alfredo. - TEMPO DE ORFEU. (1915-1918). Com um estudo de Urbano Tavares Rodrigues. (assinado)

    GUISADO, Alfredo. - TEMPO DE ORFEU. (1915-1918). Com um estudo de Urbano Tavares Rodrigues. Lisboa. Portugália Editora. 1969. In-8º de XVII, [2], 166, [12] págs. Br.

    1ª edição. Incluída na coleção “Poetas de Hoje”. Valorizado com dedicatória autografa do autor.

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    Lote 106

    HATHERLY, Ana. - O ESPAÇO CRITICO. Do simbolismo à vanguarda.

    HATHERLY, Ana. - O ESPAÇO CRITICO. Do simbolismo à vanguarda. Lisboa. Caminho. 1979. In-8º de 167, [1] págs. Br.

    Primeira edição. Valorizado com dedicatória autografa da autora. Da colecção "Nosso Mundo". A págs 59 com uma frase sublinhada a tinta.

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    Lote 107

    HELDER, Herberto. - O CORPO O LUXO A OBRA.

    HELDER, Herberto. - O CORPO O LUXO A OBRA. Lisboa. Contraponto. 1987. In-8º de 19, [3] págs. Br.

    Da coleção & etc. Subterrâneo três. 2ª Edição. Ilustrado com um hors-texte de Carlos Ferreiro. Capa de brochura com sujidade e vinco na margem

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    Lote 108

    HORTA, Manuel Rodrigues. - O INFERNO DA MAGIA NEGRA. Romance histórico de costumes e crenças na selva africana. Aventuras, Amor, Magia.

    HORTA, Manuel Rodrigues. - O INFERNO DA MAGIA NEGRA. Romance histórico de costumes e crenças na selva africana. Aventuras, Amor, Magia. Coimbra. Coimbra Editora, Limitada. 1948. In-8º de 379, [1] págs. Enc.

    Pouco frequente. Encadernação meia de pele, com capas e lombada.

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    Lote 109

    JONES, Sir John Thomas. - MÉMOIRE SUR LES LIGNES DE TORRES VEDRAS Élevés pour couvrir Lisbonne en 1810.

    JONES, Sir John Thomas. - MÉMOIRE SUR LES LIGNES DE TORRES VEDRAS Élevés pour couvrir Lisbonne en 1810. Faisant suite aux journaux des siéges entrepris par les alliés en Espagne. Traduit de l'anglais par M. Gosselin. Paris. Anselin, Successeur de Magimel. 1832. In-8º de 261 págs. Enc.

    Rara. Ilustrada com 3 estampas em folhas desdobráveis que representam as fortificações das Linhas de Torres Vedras. Com manchas de acidez. Encadernação da época meia de pele, com defeitos

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    Lote 110

    JORNAIS. MFA / MOVIMENTO

    JORNAIS. MFA. Exército Novo. Nº1 de 30 /4 / 1975 (ao 7-8 de 26 /7 / 1975, com falta do nº2)

    MOVIMENTO. Boletim informativo das Forças Armadas. Nº1 de 9 de setembro de 1975 ( ao Nº24 de 25 de julho de 1975, com falta dos nos 3, 16, 23). In.folio. Brs.

    Ilustrados. Bem conservados.

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    Lote 111

    JUNIOR, Antonio de Campos. - VICTORIAS D'AFRICA. A defeza de Lourenço Marques e as campanhas do Valle do Incomati e do Paiz de Gaza. 1894-1895.

    JUNIOR, Antonio de Campos. - VICTORIAS D'AFRICA. A defeza de Lourenço Marques e as campanhas do Valle do Incomati e do Paiz de Gaza. 1894-1895. Lisboa. 1896. In-8º de 330, [2] págs. Enc.

    Ilustrado em separado com retratos e um mapa em folha desdobrável no final. Valorizado com extensa dedicatória autografa do autor. Encadernação meia de pele, sem capas.

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    Lote 112

    JÚNIOR, José Ribeiro da Costa. - PELA NOSSA AFRICA. Narrativa de factos reais, recreativos e instrutivos, referentes às colónias portuguesas do atlântico.

    JÚNIOR, José Ribeiro da Costa. - PELA NOSSA AFRICA. Narrativa de factos reais, recreativos e instrutivos, referentes às colónias portuguesas do atlântico. Lisboa. Tipografia da Liga dos Combatentes. 1933. In-8º de 358 págs. Enc.

    Ilustrado. Dedicatória autografa do autor ao Eduardo de Faria. Encadernação meia de pele, com capas e lombada.

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    Lote 113

    LAPA, Manuel Rodrigues. - CANTIGAS D'ESCARNHO E DE MAL DIZER DOS CANCIONEIROS MEDIEVAIS GELEGO-PORTUGUESES. Edição critica.

    LAPA, Manuel Rodrigues. - CANTIGAS D'ESCARNHO E DE MAL DIZER DOS CANCIONEIROS MEDIEVAIS GELEGO-PORTUGUESES. Edição critica. Coimbra. Editorial Galaxia. 1965. In-4º de XIX, 764, [2].  Enc.

    Da “Colección Filolóxica”. Valiosa. Bem conservado. Encadernação em meia de pele. Com capas.

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    Lote 114

    LEAL, Augusto Soares de Azevedo Barbosa de Pinho. - PORTUGAL ANTIGO E MODERNO. Diccionario Geographico, Estatistico, Chorografico, Heraldico, Archeologico, Historico, Biographico e Etymologico de todas as cidades, villas e freguezias de Portugal e de grande número de aldeia. Vol. I (ao XII)

    LEAL, Augusto Soares de Azevedo Barbosa de Pinho. - PORTUGAL ANTIGO E MODERNO. Diccionario Geographico, Estatistico, Chorografico, Heraldico, Archeologico, Historico, Biographico e Etymologico de todas as cidades, villas e freguezias de Portugal e de grande número de aldeias se estas são notaveis, por serem patria d'homens celebres, por batalhas ou noutros factos importantes que nellas tiveram logar, por serem solares de famílias nobres, ou por monumentos de qualquer natureza, alli existentes. Noticia de muitas cidades e outras povoações da Lusitania de que apenas restam vestigios ou somente a tradição. Lisboa. Livraria de Mattos Moreira & Companhia. 1873-1890. 12 Vols. In-8º gr. Encs.

    Todos os volumes são da primeira edição. Encadernações inteiras de pele. Bem conservados.

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    Lote 115

    LEAL, Cunha. - CALIGULA EM ANGOLA. 1º Milhar.

    LEAL, Cunha. - CALIGULA EM ANGOLA. 1º Milhar. Lisboa. 1924. In-8º de XX, 207 págs. Br.

    Ilustrada com documentos, alguns em folhas desdobráveis.

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    Lote 116

    LEITÃO, Antonio do Nascimento. - TELLUROLOGIE ET CLIMATOLOGIE MÉDICALES DE MACAU. Macao Station Climatique.

    LEITÃO, Antonio do Nascimento. - TELLUROLOGIE ET CLIMATOLOGIE MÉDICALES DE MACAU. Macao Station Climatique. Macao. Imprimerie de l'Orphelinat Salésien. 1921. In-8º de 73 págs. Br.

    2ª edição. Ilustrado com fotogravuras e mapas. Carimbo de oferta do Ministério das Colonias no frontispício.

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    Lote 117

    LEITÃO, Manuel Rodrigues. - TRATADO ANALYTICO & APOLOGETICO SOBRE OS PROVIMENTOS DOS BISPADOS DA COROA DE PORTUGAL.

    LEITÃO, Manuel Rodrigues. - TRATADO ANALYTICO & APOLOGETICO SOBRE OS PROVIMENTOS DOS BISPADOS DA COROA DE PORTUGAL. Calumnias de castela convencidas: resposta a seu autor Don Francisco Ramos del Manzano justifica-se o procedimento do senhor Rei Dom João o IV e do senhor Rei D. Afonso VI, seu filho, com a sé apostólica. Lisboa. Na Officina Real Deslandesiana. 1715. In-Fólio de [20], 1151, [1] págs. Enc.

    1ª edição. Trata-se dum trabalho em que se argumenta com grande profundidade em relação à legitimidade do movimento restauracionista português de 1640. Após a rebelião portuguesa e a subida ao trono de Portugal do Duque de Bragança, D. João IV os castelhanos argumentaram que a conjura portuguesa deveria ser condenada, pois ocorrera sem o assentimento do Papa.  Este facto, remetia a questão para o reconhecimento do poder temporal dos Papas, facto que obviamente não convinha à Coroa Portuguesa reconhecer. Daí que a argumentação jurídico-canónica de Manuel Rodrigues Leitão seja respeitadora em relação ao Papa, mas firme. Ilustrada com uma gravura alegórica em separado. Encadernação da época inteira de carneira.

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    Lote 118

    LIVRO PARA ASSISTIR AO SANTO SACRIFICIO DA MISSA...

    LIVRO PARA ASSISTIR AO SANTO SACRIFICIO DA MISSA, com o canon da mesma em portuguez, e orações, e devoções tiradas do Officio Divino, muito proprias para todo o catholico se encommendar a Deos. Lisboa. Na Impressão Regia. 1815. In-8º de 186, [3] págs. Enc.

    Pouco comum. Ostenta o ex-libris de Avila Perez. Encadernação artística inteira de pele vermelha com lindos ferros a ouro na lombada e pastas, com pequenos defeitos na lombada e nas pastas.

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    Lote 119

    MACEDO, Diogo de. - PRESÉPIOS PORTUGUESES. Fotos de Mário Novaes e Domingos Bertrand.

    MACEDO, Diogo de. - PRESÉPIOS PORTUGUESES. Fotos de Mário Novaes e Domingos Bertrand. Lisboa. Artís. S. data. In-4º de 25 págs. Enc.

    Ilustrado com 38 estampas no final e em separado. carimbo no frontispício. Encadernação editorial em tela.

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    Lote 120

    MACHADO, Herlander. - O VINHO NA ECONOMIA PORTUGUESA. Alguns aspectos.

    MACHADO, Herlander. - O VINHO NA ECONOMIA PORTUGUESA. Alguns aspectos. Lisboa. 1967. In-4º de 159, [2] págs. Br.

    Separata do Boletim de Estudos Económicos do Banco Nacional Ultramarino. Ilustrada.

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    Lote 121

    MACHADO, José de Sousa. - BRASÕES INEDITOS. (e Suplemento. 1931).

    MACHADO, José de Sousa. - BRASÕES INEDITOS. (e Suplemento. 1931). Braga. Empreza A Folha do Minho. 1906. In-8º de VIII, 186 págs. Enc.

    Estudo genealógico importante. Descreve 535 nomes, suas famílias e os seus brasões. Dedicatória autografa do autor. Possui o suplemento que raramente acompanha a obra por ser mais tardio. Encadernações em meia de pele, com capas.

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    Lote 122

    MANTERO, Francisco. - A MÃO D'OBRA EM S. THOMÉ E PRINCIPE.

    MANTERO, Francisco. - A MÃO D'OBRA EM S. THOMÉ E PRINCIPE. Lisboa. Typ. do Annuario Commercial. 1910. In-4º de 200, [5] págs. Enc.

    Primeira edição. Ilustrada com gravuras e mapas extra-texto, algumas em folhas desdobráveis. Valorizado com dedicatória autografa do autor. Boa encadernação em meia de pele, sem capas

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    Lote 123

    manuscrito. CARTA DE COMPRA. Quinta da Várzea da Ovelha, no termo de Gestaçô. 1511.

    manuscrito. CARTA DE COMPRA. Quinta da Várzea da Ovelha, no termo de Gestaçô. 1511.

    Instrumento de emprazamento em três vidas da Quinta da Várzea da Ovelha, no termo de Gestaçô. 11 de dezembro de 1511. Medidas: 43,5 x 36,5 cm

    Freguesia que agora pertence ao Concelho de Marco de Canaveses, que no século XVI, tinha uma realidade administrativa, eclesiástica e senhorial muito marcante. Manuscrito em pergaminho com marca de Tabelião.

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    Lote 124

    LIVRO DE MEMÓRIAS DA VIAGEM DE HANS STADEN. Séc. XVII.

    manuscrito. LIVRO DE MEMÓRIAS DA VIAGEM DE HANS STADEN. Séc. XVII. In-4º de 51 fólios. Enc.

    Manuscrito curioso do relato deste aventureiro durante as suas viagens e a sua estadia no Brasil. Descreve várias ilhas e costumes dos povos por onde passou. Descreve também o navegador inglês Francis Drake a interagir com populações nativas da América, detalhando os seus rituais, habitações ("choupanas"), vestuário ("pelles de veado") e a entrega de "coroas".

    Hans Staden (ou João Estádio, em português arcaico). Veio para Portugal com a intenção de viajar para as Índias, mas acabou por viajar para o Brasil. Embarcou em abril de 1548, num navio mercante português comandado pelo capitão Penteado. A frota tinha como objetivos transportar colonos, recolher pau-brasil e combater navios piratas franceses que contrabandeavam na costa brasileira.

    O navio chegou ao Cabo de Santo Agostinho (Pernambuco) em janeiro de 1549, após cerca de 8 meses de viagem (com paragens em Cabo Verde). Ao desembarcarem, o governador local pediu ajuda urgente aos tripulantes, a vila de Igaraçu estava sitiada por cerca de 8.000 indígenas da tribo dos Caetés. Staden e um grupo de cerca de 40 homens armados reforçaram a defesa da vila. Graças às armas de fogo e à tática militar, conseguiram romper o cerco e salvar os colonos portugueses.

    Ficou famoso por sobreviver a nove meses de cativeiro entre os índios Tupinambás, que praticavam rituais de antropofagia (canibalismo).

    Staden foi surpreendido e cercado por um grupo de guerreiros Tupinambás que estavam escondidos na mata. Os Tupinambás eram inimigos mortais dos colonos portugueses e aliados dos franceses. Hans Staden tentou correr, mas foi derrubado, despido e amarrado. O seu escravo tentou defendê-lo, mas acabou por ser morto no local. Pouco depois da sua chegada, uma forte epidemia de peste e disenteria atingiu a aldeia, matando vários membros da tribo, incluindo o chefe local. Staden convenceu os indígenas de que o Deus dele estava profundamente zangado com os Tupinambás por quererem matá-lo, e que aquela doença era um castigo divino. Graças a este estatuto de "prisioneiro sagrado" e temido, Hans Staden conseguiu manter-se vivo na aldeia durante nove longos meses. Ele foi obrigado a testemunhar o sacrifício e a antropofagia de outros prisioneiros (indígenas de tribos inimigas e portugueses), vivendo sob o terror constante de ser o próximo.

     

    Transcrevemos alguns enxertos:

     

    “e navegando com bom tempo cheguei à cidade de Setúbal aos 14 de Março do ano de 1547. Daqui caminhando algumas léguas cheguei a Lisboa, na dita cidade me detive algum tempo...”

     

    “Chegou-se a mim uma velha, e começou a arrancar-me as pestanas e sobrancelhas, e queria também arrancar-me a barba, mas eu não quis consentir... e assim andaram os dias e depois me rapavam com uma navalha que os Franceses lhes deram."

     

    "...chorando as sepulturas dos maridos, cortados os cabelos por baixo do som... e espalhando-os pelas sepulturas, põem os adornos nas sepulturas... as armas dos maridos, e as conchas por que bebiam o vinho... dos seus maridos eram vários e valerosos, feitos estas covas... mas não querem casar legítimas vezes se não tornam a crescer as unhas dos dedos, as quais cobrem os ombros, também deixam crescer as unhas das mãos, e dos pés, e as pontas das ditas... para que fiquem mais agudas; e isto o fazem principalmente as mulheres, porque se podem agarrar de todos os inimigos..."

     

    Algumas folhas com a tinta oxidada que fez furos no papel, a última folha com restauro e perda de texto. Encadernação inteira de pele, com ferros a ouro na lombada e pastas.

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    Lote 125

    Manuscrito. BASTO, Fr. Gabriel de Basto. - ENSAYOS SOBRE AS VANTAGENS DO GOVERNO MONARCHICO dados á Luz, e oferecidos ao Excellentissimo Senhor Visconde de Villa Nova de Cerveira...

    Manuscrito. BASTO, Fr. Gabriel de Basto. - ENSAYOS SOBRE AS VANTAGENS DO GOVERNO MONARCHICO dados á Luz, e oferecidos ao Excellentissimo Senhor Visconde de Villa Nova de Cerveira, do Conselho de Sua Magestade, seu Mordomo Mór, Primeiro Ministro, e Secretario d' Estado, da Repartição do Real Erario, &.c. por Fr. Gabriel de Basto da Ordem de Sao Francisco e da Província da Soledade

     Séc. XVIII / XIX. In-4º de 107 págs. Enc.

    Manuscrito curioso e de fácil leitura que julgamos ser do final do século XVIII ou início do XIX. O autor, franciscano português ligado à Província de Nossa Senhora da Soledade, uma importante circunscrição da Ordem dos Frades Menores (conhecidos popularmente como franciscanos descalços ou capuchos). Devido às invasões francesas e às revoluções liberais, clérigos e frades franciscanos em Portugal produziram diversos sermões, ensaios e panfletos. O objetivo era defender que a monarquia tradicional e católica era o único governo legítimo, ligando a soberania do Rei diretamente à Providência Divina. Encadernação da época inteira de carneira, com defeito na lombada

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