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COMPANHIA GERAL DE COMÉRCIO DO GRÃO-PARÁ E MARANHÃO. Acção de 400 mil reis.

Lote 44

Descrição

COMPANHIA GERAL DE COMÉRCIO DO GRÃO-PARÁ E MARANHÃO. Acção de 400 mil reis. Lisboa, 12 de setembro de 1755. In-fólio de 4 págs.

Documento de EXTREMA RARIDADE. Não existem registos públicos recentes de venda de um certificado físico de ação original (a apólice nominativa de 400$000 réis) da Companhia Geral do Grão-Pará e Maranhão em leilões portugueses e internacionais. São raras e difíceis de aparecer devido a RECOLHA OBRIGATÓRIA NA EXTINÇÃO, quando a companhia entrou em liquidação definitiva a partir de 1784, o Estado português montou uma Junta Liquidatária. Para receberem a liquidação dos capitais e os dividendos finais, os acionistas eram obrigados a entregar e carimbar as apólices físicas, que ficaram arquivadas centralmente no erário público (hoje na Torre do Tombo). A ação pertenceu a João Rodrigues Caldas não era um investidor qualquer; ele foi um dos grandes nomes da elite mercantil de Lisboa do século XVIII. Os registos históricos da própria empresa confirmam que ele desempenhou o cargo de Deputado da Junta de Administração da Companhia Geral do Grão-Pará e Maranhão. Homem de Confiança de Pombal, era Cavaleiro da Ordem de Cristo e um dos principais parceiros comerciais do Marquês de Pombal, tendo gerido contratos de exclusividade da Coroa (como o Contrato do Tabaco e do Sabão) e adquirido propriedades rústicas diretamente ao Marquês. Com o selo bem conservado o que a torna mais raro. Dentro do selo encontra-se a senha de autenticação da ação. Assinada pelo provedor e pelos deputados que eram outros grandes negociantes da praça de Lisboa, pois 400 mil reis representava uma pequena fortuna e um valor muito elevado na época. O Nº 228 Pertence ao primeiro lote de arranque da empresa. Como a vasta maioria destas ações foi recolhida e destruída ou arquivada pelo Estado português na liquidação de 1784, o número de exemplares sobreviventes em mãos privadas a nível mundial é residual.

A Companhia possuía uma frota composta por naus de guerra, naus mercantes, galeras,

corvetas, bergantins, lanchas, chalupas, escunas, lambotes. Nos setores que compreendiam Bissau, Cacheu e Angola, o comércio centrava-se no tráfico de escravos. Os produtos manufaturados de Portugal serviam para compra desses escravos. Das exportações pertencentes aos colonos em consignação constavam cera de abelha e marfim. Cabo Verde, além de escravos exportava grande quantidade de urzela, panaria, ouro e prata. O estado do Grão-Pará e Maranhão importava manufaturas como tecidos, ferramentas, louças, perfumaria, vinhos, e alguns gêneros alimentícios. As exportações consistiam de algodão, drogas do sertão, arroz e couro, dentre outros

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