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Miscelânea. SIGILISMO. 16 obras clandestinas.

Lote 107

Descrição

Miscelânea. SIGILISMO. 16 obras clandestinas.

1 - Collecçao, que compreende a bulla do Santíssimo Padre Benedicto XIV. nosso senhor,

dirigida aos excellentisimos, e reverendissimos arcebispos, e bispos dos reynos de Portugal;

o edital do eminent. e reverendissimo senhor

Cardeal da Cunha inquisidor geral. Madrid. Na officina dos herdeiros de francisco del hierro. 1746.38 págs.

2 - Reposta, que em huma Allegacam de direito se defende a jurisdiccam do tribunal do santo oficio contra a pastoral do excellentisimo, e reverendissimo senhor Arcebispo de Evora. 1745. 26 págs.

3 - Parecer, que deu certo anonymo em reposta da pergunta, que outro lhe fez, se estao obrigados os senhores inquisidores apostólicos a proceder contra os infractores do sigillo da consillao sacramental.

Madrid. Na officina dos herdeiros de francisco del hierro. 1746. 10 págs.

4 - Carta apologetica, moral, critica, juridica, anonyma. 1746. 58 págs.

5 - Reflexoens sobre a pastoral, que publicou o excellentisimo, e reverendissimo Arcebispo de Evora. Em domingo de ramos 3 de abril de 1746. 71 págs.

6 - Epistola gratulatoria, AD eminentissimos reverendíssimos que dominos s.r.e.

Cardinales inquisitorem generalem scilicet, & patriarcham. Matriti. Apud Hæredes Francifci del Hierro. 1746. 64 págs.

7 - Carta censoria, em que se advertem as inadvertencias, que contém a

pastoral do excelentissimo, e reverendissimo Arcebispo Bispo do Algarve.

Madrid. Na oficina dos herdeiros de francisco del Hierro. 1746. 46 págs.

8 - Resposta a humas cotas, que a carta censoria fez o excellent. e reverendissimo Arcebispo Bispo do Algarve. Sevilha. En la emprenta real, casa del correo viejo. 48 págs.

9 - Discurso apologetico, theologo-juridico, em que se mostra inossenta a jurildicção dos ordinarios do reino de Portugal pelo edital, com que o santo oficio manda denunciar os que obrigão à declaração dos complices na confifsão facramental; e a jurifdicção, e recto procedimento, com que o mesmo santo officio executou as suas determinações. Bruxelles Chez François Foppens. 1745. 82 págs.

10 - Discurso, em que se trata da jurisdiccam do santo officio

para castigar os confessores, que perguntão dos penitentes pelos complices dos pecados com a pena de lhes negarem a abjolviçaõ, se os não declararem. Bruxelles. Chez François Foppens. 14 págs.

11 - Carta de hum curioso da universidade de Evora escrita a outro curioso da universidade de Coimbra, que pela sua reposta mostra as consequencias terriveis, que nascem de alguns confessores naõ guardarem o sigillo da confissao sacramental.

Madrid. Na officina dos herdeiros de francisco del Hierro. 1746. 22 págs.

12 - Vexame theologico-moral da escandaloza praxe, que no Santo Sacramento da penitencia uzávao alguns confessores, de perguntarem aos penitentes os nomes, e habitação dos seus complices. Madrid. En la imprenta de la viuda de Francisco del Hierro. 1746. 82 págs.

13 - Carta defensivapor parte do supremo tribunal do santo officio, por Lucio Moteiro de Mattos. Madrid. En la imprenta de los herederos de Colme Pedro Cappeleti. 1746.

14 - Collecçao segunda, que compreende as cartas latinas que a' santidade de nosso senhor escreveo o eminent. e reverend. senhor Cardeal Patriarca.

Madrid.  Na oficina dos herdeiros de Francisco del Hierro. 1746. 46 págs

15 - Sermao S. Joaõ Nepomuceno, protomartyr do sigillo, pregado

na sua igreja dos religiosos de Santa Teresa no terceiro dia da sua novena de tarde, que offerece

ao excel. e rev. senhor o senhor D. Thomas de Almeidade almeida, thomas, seu auctor Dom Joachim Bernardes. Lisboa.

Na oficina de Miguel Rodrigues, impreffor do emin. senh. card. patriarca. 1746. 27 págs.

16 - Sermam do esclarecido conego de Praga, advogado da fama, glorioso protomartyr do sigillo sacramental,soberano protector da sagrada religiao da companhia de Jesus, S. Joam Nepomuceno,

Lisboa. Na oficina de Francisco da Silva. 1746. [21], 19 págs

 As 16 obras. In-8º. Encs em 1.

Conjunto de curioso e rara de obra em Português impressas em Madrid (7), Bruxelas(2), Lisboa (2), Sevilha (2), Matriti (1). Na realidade eram impressas clandestinamente em Portugal para escapar à rigorosa censura prévia do Estado português e da Inquisição. Qualquer texto sobre o tema que criticasse a política da Coroa, a Companhia de Jesus ou as diretrizes reais (especialmente durante o governo do Marquês de Pombal) era imediatamente barrado pelas autoridades censórias, como a Real Mesa Censória. Encadernação da época e carneira.

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