
MANUSCRITO. ARQUIVO DA FAMILIA TÁVORA. 54 Manuscritos. Séc. XIV ao XIX
Lote 99
Descrição
MANUSCRITO. ARQUIVO DA FAMILIA TÁVORA. 54 Manuscritos. Séc. XIV ao XIX
A família dos Távoras tem origens antiquíssimas, que alguns estudos genealógicos fazem remontar a um dos filhos de Ramiro II, Rei de Leão. O primeiro Senhor de Távora é Rozendo Hermingues, um nobre hispânico que viveu algures nos finais do século XI, princípios do século XII. O senhorio do morgado de Távora permanece na linha varonil desta casa. O hexaneto de Rozendo Hermingues é Lourenço Pires de Távora (c.1350–c. 1381), Senhor de Távora, cavaleiro do Reino de Portugal, Senhor do Minhocal por carta de 26 de dezembro de 1359, Senhor das terras de Paredes e Penela, no almoxarifado de Lamego, em 10 de julho de 1377[1] e do Couto de São Pedro das Águias por mercê do Rei D. Pedro I. Diz-se também, embora não haja provas documentais, que foi esta nobre família transmontana a fundadora do Mosteiro de São Pedro das Águias. O filho primogénito de Lourenço Pires de Távora é Álvaro Pires de Távora (c.1370-?), 1.º Senhor do Mogadouro por mercê do Rei D. Fernando I.
Os Marqueses de Távora tornaram-se figuras mais relevantes e ricas do Reino, pois alianças matrimoniais da família os uniram aos Condes de Atouguia, os Marqueses de Alorna, os Condes da Ribeira Grande, os Condes de Vila Nova, os Duques de Aveiro e os Duques do Cadaval.
Após a execução pública dos líderes da família em 1759, sob acusação de atentado contra o rei D. José I, os sobreviventes foram perseguidos e tiveram seus bens confiscados. Parte dos descendentes que escaparam da "crueldade de Pombal" fugiu para o Brasil, estabelecendo-se principalmente no Ceará. No Brasil, a linhagem recuperou prestígio. A família Távora tornou-se uma das mais influentes na política cearense, produzindo figuras como Juarez Távora (militar e político de destaque nacional) e diversos governadores e senadores, assim como D. Francisco Xavier de Távora que foi governador do Rio de Janeiro (1713–1716). Durante seu mandato, foi responsável por fortificar a cidade e ordenar a construção do Forte da Laje.
Embora o título de Marquês de Távora nunca tenha sido restaurado, a rainha D. Maria I reabilitou a memória da família, reconhecendo sua inocência anos após o suplício. No Brasil, esse ramo familiar prosperou de forma independente da antiga nobreza cortesã, consolidando-se como uma elite política republicana.
1 - 1396 (Era 1434), Janeiro, 30
Carta de confirmação del-Rei Dom João I, a favor de Ruy Gonçalves, seu vassalo, que possuía uma carta de Gil Vasques da Cunha e sua mulher, sobre a doação da vila de Crasto Vicente com sua jurisdição.
Mandado passar por João Afonso, que assina.
2 - 1425, Azambuja, Novembro, 14
Instrumento de escambo de uma courela em Alpampilhel, no termo de Azambuja outorgado por Vicente Lourenço e sua mulher Catarina Pires a favor de Nuno Martins da Silveira, Cavaleiro e Escrivão da Puridade do Infante Nosso Senhor, e a sua mulher Leonor Domingues de Abreu.
Foram testemunhas: Lopo Rodrigues, Escudeiro; João Domingues; Salvador Domingues; Afonso Martinz (do Outeiro); e outros.
Tabelião: Lopo Gonçalves a fez na vila de Azambuja, com ordem de Fernão Alvares de Moura, Senhor de Azambuja.
3 - 1438, Azambuja, Dezembro, 14.
Carta de venda de duas courelas em Alpampilhel, feita por Salvador Domingues (morador em Aveiras do Fundo, termo de Santarém), testamenteiro de Gonçalo Anes ( de alcunha "Saso") e de sua mulher Clara Esteves, e nessa qualidade vende a Nuno Martins da Silveira, do Conselho del-Rei e Escrivão da Puridade do dito Senhor, e a sua mulher Leonor Gonçalves de Abreu, duas courelas em Alpampinhel, terra entre o termo de Santarém e Azambuja.
Foram testemunhas: Afonso Lourenço, sapateiro; Pero Afonso, grudador; Afonso Pires (de Aveiras de Fundo); João Vieira, e outros.
Tabelião: Pero Vasquez, vassalo de El-Rei, tabelião na vila de Azambuja, por Fernão Alvares de Moura, Senhor de Azambuja.
4 - 1442, Era de 1480 ?), Coimbra, Novembro ,18
Carta de mercê de El-Rei Dom Afonso V, a favor de Pedro Lourenço de Távora, dos bens de raiz que tinha tido por mercê de El-Rei, o Abade João.
Garcia, no termo da Villa de Miranda do Bispo.
Mandou por João de Almeida, do Seu Conselho e seu Vedor da Fazenda, passar carta, que foi feita por Vasco Farinha.
5- 1452, Tentugal, Maio, 4.
Carta de El-Rei Dom Afonso V, a favor de Diogo da Silveira, testamenteiro de seu sogro Fernão Gomez (Senhor de Góis), confirmando Diogo da Silveira e sua mulher dona Beatriz como testamenteiros, e tudo o que nele se contem como atesta o dito testamento feito em Góis a 4 de Setembro de 1408, de que é feito treslado.
João Rodrigues, cavaleiro vassalo e ouvidor de El-Rei, mandou passar este documento.
6 - 1452, Lisboa, Fevereiro, 4
Instrumento de avença e transação, feito perante Gonçalo Garcia, licenciado nas leis e Juiz de El-Rei, e Ruy Vieira, procurador do dito Senhor, sobre uma demanda de bens do falecido Lopo Estevez, entre duas partes sendo de uma João Taveira e sua mulher Mecia Lopez, em representação também dos irmãos desta, Catarina Lopez, João Lopez, Afonso Lopez e Violante Lopez, e da outra parte Gomez Lourenço, seu tio, irmão do falecido Lopo Estevez, sobre a posse e direitos aos seguintes bens: uma casa perto da Sé de Lisboa, uma quinta no campo de Alvalade, um casal no termo de Sintra que se chama dos Palmeiros, e um casal no lugar do Varatojo no termo da dita cidade, e que agora por emprazamento estavam na posse do dito Gomez Lourenço.
Este documento foi passado a pedido de Gomez Lourenço, por Nicolau.
Anes, tabelião de El-Rei na cidade de Lisboa.
7 - 1459, Lisboa, Julho, 21
Instrumento de transacção e disposição amigável sobre a demanda entre o doutor Nuno Gonçalves, cavaleiro da casa de El-Rei e do Seu desembargo marido de Violante Lopez, filha do falecido Lopo Estevez, em representação da parte dos irmãos desta, em oposição a seu tio Gomez
Lourenço (cavaleiro da casa de El-Rei e do seu desembargo) sobre a posse e usofruto dos bens do falecido Lopo Estevez.
Este instrumento e outorgamento das duas partes foi feito por Alvaro Afonso, Público Tabelião Geral, por El-Rei nosso Senhor, em todos os Seus Reinos.
8 - 1453, Lisboa, Junho, 14
Carta de confirmação de mercê e privilégios de El-Rei Dom Afonso V, a favor do Senhor Alvaro Pirez de Távora, sobre as honras de Galegos (Castro Verde de Galegos) e de Lordelo, no termo de Vila Real, com todas as suas jurisdições, rendas, direitos e tenças, recordando as mercês feitas por seu avô El-Rei Dom João I, a Pedro Lourenço de Távora, pai do dito Alvaro Pirez, a favor de todos os seus herdeiros e descendentes.
Manda que não haja embargo algum com os Juízes daquelas honras nomeados pelo dito Alvaro Pirez de Távora, respectivamente João Pirez em Gallegos, e João Lopez em Lordelo.
Mandado passar pelo doutor Nuno Gonçalves, Cavaleiro da Casa de El-Rei e do seu desembargo, sendo feita por João de Lisboa.
9 - 1469, Lamego, Julho, 10
Carta de Sentença dada por André Afonso, Cónego na Sé da cidade de Lamego, que exerce em nome do Senhor Dom Rodrigo de Noronha, Bispo de Lamego, sobrinho de El-Rei nosso Senhor e Seu Capelão-Mor, a favor de Dom frei João, Abade do Mosteiro de São Pedro das Aguias, sobre os dizimos, rendas e direitos da aldeia da Ermedosa, em detrimento da outra parte representada por Eytor Dominguez, em nome de Alvaro Pirez de Távora
O notário Gonçalo Anes a fez.
10 - 1481, Novembro, 4
Carta de mercê de El-Rei Dom João II, a favor de Pedro Lourenço de Távora dos bens que Lopo Afonso, Abade de Santa Maria da Villa de Miranda do Bispo, comprou ao Abade João Garcia (na comarca de Tras-os-Montes), sem licença de El-Rei, nem tendo deles registo nos livros do almoxarifado.
Mandou passar por Martim Vaz de Castelo Branco, Vedor da Sua Fazenda.
11 - 1492 Treslado de Cartas Régias de mercê e privilégios a favor da Família Távora, tirados por ordem de El-Rei da Torre do Tombo a pedido de Pedro Lourenço de Távora.
Documentos relativos a terras, honras e vilas administradas pela Família Távora, nomeadamente em Mirandela, Mogadouro, São João da Pesqueira, Távora, São Pedro das Aguias, Favaios, etc...
12 - 1496, Novembro, 20
Carta de mercê de El-Rei Dom Manuel I, a favor de Alvaro Pirez de Távora, do Ofício de Couteiro-Mor das Perdizes. Assinatura de El-Rei Dom Manuel
13 - 1502, Lisboa, Agosto, 2
Carta Testemunhal de El-Rei Dom Manuel, a respeito da demanda que instaurou Ruy de Morais, procurador dos Concelhos de Mirandela, Favaios, Alijó, Alfandega, Mogadouro e Crasto, contra Alvaro Pirez de Távora, Fidalgo da Casa de El-Rei, sobre os direitos de portagem e outros foros. Contém treslado da carta de povoamento de Trás-os-Montes, dada por Afonso Fernandez em nome de El-Rei (dada na vila d' Alfandega a Fevereiro de 1370). Esta carta testemunhal mandou passar El-Rei a favor de Alvaro Pirez de Távora.
Mandou passar esta carta testemunhal pelo desembargador e Juiz dos agravos.
14 - 1506, Paradela (termo de Mirandela).
Treslados do Cartório de Mirandela e Seus Termos, das terras, vilas e honras pertencentes à Família Távora, tendo início em 1506 e fecho aos 18 dias de Junho de 1509. Neste periodo o Seu Administrador era Álvaro Pirez de Távora.
15 - 1507, Mogadouro, Abril, 15
Instrumento de outorga e quitação passada por ordem de Dona Joana da Guerra a Alvaro Pirez de Távora e a sua mulher Dona Joana, de todos os direitos, rendas, foros e tributos, que a dita senhora tinha sobre a Vila de Favaios.
16 - 1509, Mogadouro, Março, 15
Aforamento de um quinhão do Casal de Carvalhais, termo da Vila de Mirandela, que fez o Senhor Álvaro Pirez de Távora e sua mulher dona Joana da Silva, a Pedro Alvares, homem solteiro, filho de Alvaro Lopez.
17 - 1513, Lisboa, Julho, 12.
Carta de Venda de três courelas de vinhas forras e isentas no cabo de Alvalade Grande, que por 40.000 reais o doutor mestre Afonso, Físico de El-Rei, e sua mulher Marta Rodrigues, venderam a Miguel Nunes, Cavaleiro da Casa de El-Rei e Seu Tesoureiro.
As ditas courelas confrontavam com outras de João do Reino, Heitor de Oliveira, e Afonso Ferreira.
Testemunhas: Luiz de Abreu, Contador de El-Rei, Afonso de Proença, do Tesouro do dito Senhor; e o Tabelião na cidade de Lisboa, Brás Afonso.
A mando de Sua Alteza, escreveu-a Sebastião Alvares.
18 - 1513, Lisboa, Julho, 12.
Carta de Venda de três Courelas de Vinhas, que o doutor mestre Afonso, Físico de El-Rei, e sua mulher Marta Rodrigues, venderam a Miguel Nunes, Cavaleiro da Casa de El-Rei e Seu Tesoureiro.
Documento da mesma natureza do anterior.
19 - 1525, Santarém, Novembro, 24.
Carta de Mercê e Tença de El-Rei Dom João III, do Ofício de Tabelião Público e Notarial nos lugares e honras de Favaios, e Galegos (Castro Verde de Galegos), a João Moutinho em sucessão a Afonso Martins.
Visto pelo doutor Brás Neto, do Conselho de El-Rei e do Desembargo das petições do Paço, a 18 de Janeiro de 1526.
20 - 1529, Moura, (...), 13
Carta de Aforamento de casa na cidade de Lamego, feita em Moura nas casas de Beatriz Rodrigues, viúva do doutor (....) Rodrigues, pelo Tabelião Francisco Martins.
21 - 1536, Lisboa, Janeiro, 19.
Carta de Sentença de Frei Nicolau de Lisboa, Ministro do Mosteiro da Santíssima Trindade da Ordem da Rendição dos Cativos, Juiz Conservador Apostólico da Bula das Comendas da Ordem de Nosso Senhor Jesus Cristo no Senhorios de Portugal, perante os desembargadores da Casa do Civel ( os doutores Fernão Martins, Alvaro Esteves e Diogo Vasques, e os licenciados Antão Gonçalves e Jorge Cabral), a favor de Luiz Alvares de Távora, do Conselho de El-Rei, Senhor e Herdeiro do Morgado e Casa de Távora, em detrimento da oposição do Procurador da Ordem de Cristo, sobre o direito de Padroado da Casa de Távora na Igreja de Santa Maria de Crasto Rompal e sua anexa de S. Miguel de Banrreses, e suas capelas na terra de Lampaças, termo de Bragança. A sentença prova que os Senhores do Morgado de Távora, edificaram em suas terras a dita Igreja e sua anexa, tendo-a em posse pacífica e imemorável, com direito de Padroado de Pessoas Leigas, apresentação do Reitor, como se confirma pelos livros do cartório do Arcebispado de Braga.
Desta maneira seu Pai Alvaro Pirez de Távora, apresentara seu tio Ruy Pirez de Távora, último Abade e Possuidor da dita Igreja até sua morte a 1 de Setembro de 1533; e o seu avô Pedro Lourenço de Távora, anteriormente tinha apresentado a Afonso Eanes e a Martim Anes.
Sendo agora a vez de Luiz Alvares de Távora poder apresentar Pedro Eanes, Clérigo de Missa, o que o fez dentro do tempo devido ( 4 meses) ao cabido de Braga por ser Sé Vagante.
A demanda surgiu quando foi-lhe impedido tomar pelas Comendas da Ordem de Cristo, devido a uma má interpretação da bula do Santo Padre, visto esta não ter expressamente derrogado os Padroados Leigos.
Esta sentença foi lavrada pelo Tabelião Sebastião Rodrigues, Clérigo de Missa, Notário Apostólico.
Vem anexo um registo do Arcebispado de Braga, mandado em nome do Infante D. Henrique (Arcebispo de Braga), feito pelo escrivão João Teixeira.
Contem armação danificada do selo pendente.
22 - 1538, Lisboa, Dezembro, 23.
Carta de mercê de tença de El-Rei Dom João III, de 80.000 reais, a favor de Simão da Silveira, pelos serviços que fez seu Pai o Conde de Sortelha.
Manda a Ruy Lobo, da Sua Fazenda, assentar nos livros dela e fazer bom pagamento em cada ano ao primeiro dia do mês de Janeiro. Assinatura Régia
23 - 1544, Lisboa, Janeiro, 26
Carta de Padrão de El-Rei Dom João III, Padrão de 30.000 rs. a favor de Simão da Silveira, Fidalgo da Sua Casa.
Obs: Assinatura Régia (falta selo pendente)
24 - 1579, Lisboa, Março, 6
Carta de Padrão do Cardeal - Rei Dom Henrique, a favor de Dona Branca de Mendoça, mulher de Luís da Silveira, 30.000 rs. de padrão em cada primeiro dia de Janeiro de cada ano. Assinatura Régia.
25 - 1594, Lisboa, Janeiro, 8
Treslado de Sentença e certidão, sobre a posse e direitos do Morgado instituído por Ruy Fernandez de Almada, a favor do neto e herdeiro deste, Cristóvão de Moura (de Almada), filho mais velho de Fernão Rodrigues de Almada. Tem o dito Morgado quatro padrões no valor total de 898.933 rs., para serem requeridos na Mesa da Fazenda pelo Administrador do dito Morgado.
Mostra-se pela sentença, certidão e licença do Juiz dos Ortãos o licenciado Antão Cazoto. Feito pelo tabelião Jorge da Mota.
Documento incompleto de uma folha, que não altera o conhecimento da sentença favorável a Cristóvão de Moura de Almada, tendo a certidão por inteira.
26 - Séc. XVI
Breve a favor da Família Távora (em Latim).
27 - 1595, Lisboa, Setembro, 19
Carta de Mercê de El-Rei Dom Filipe I, a favor de Luiz Alvarez de Távora, Fidalgo da Sua Casa, do Ofício de Couteiro de caçar as perdizes, na cidade de Miranda do Douro e seu Termo e em todas as suas terras e lugares. Assinatura Régia.
28 - 1624, Lisboa, Dezembro, 20
Carta de Mercê de El-Rei Dom Filipe III, Administrador da Ordem de Nosso Senhor Jesus Cristo, a favor de Diogo Luiz da Silveira, da mercê da Comenda de Nossa Senhora da Meiada na dita Ordem, com melhoria de 100.000 rs. de renda em qualquer uma das três comendas que tem, passando para a Comenda de São Martinho da Vila de Pombal. Assinatura Régia.
29 - 1625, Madrid, Março, 12
Carta de Mercê de El-Rei Dom Filipe III, a favor de Diogo Luiz da Silveira, Fidalgo da Sua Casa, de fazer-lhe do Seu Conselho.
Feita por Francisco Lucena. Assinatura de El-Rei.
30 - 1625, Lisboa, Outubro, 11.
Carta de Confirmação de El-Rei Dom Filipe III, da mercê do título de Conde de São João da Pesqueira, dado a Luiz Alvarez de Távora por El-Rei Dom Filipe II. Assinatura Régia.
31 - 1643, Lisboa, Outubro, 27
Carta de Mercê de El-Rei Dom João IV, do título de Conde de São João da Pesqueira, com assentamento de 2.864 rs. por ano, como os demais Condes do Reino, a favor de António Luiz de Távora. Feita por Fernão Gomes da Gama. Assinatura de El-Rei.
32 - 1644, Lisboa, Março, 12
Carta de Mercê de El-Rei Dom João IV, a favor do Conde de São João da Pesqueira, António Luís de Távora, fazendo-lhe mercê da Comenda de São Mamede do Mogadouro, na Ordem de Cristo, no Arcebispado de Braga.
Manuel de Castro a fez escrever. Assinatura de El-Rei.
33 - 1653, Alcantara, Abril, 29.
Carta de Mercê de El-Rei Dom João IV, mercê de renovação de uma vida no título de Conde de São João da Pesqueira, a favor de Luiz Alvares de Távora, por ser filho mais velho de António Luiz de Távora, que foi Conde do mesmo título, e neto de Luiz Alvares de Távora, do Meu Conselho de Estado e que teve o mesmo título, e pertencer a ele Luiz Alvarez, pela mercê que estava feita do dito título ao dito seu avô para filho e neto, como pelo dito seu Pai ter ido na jornada da Restauração da Bahia.
Luiz Teixeira de Carvalho a fez. Assinatura de El-Rei.
34 - 1662, Lisboa, Janeiro, 21
Carta de Mercê de El-Rei Dom Afonso VI, do posto de Mestre de Campo
General de Trás-os-Montes e Minho, a Luiz Alvarez de Távora, Conde de São João da Pesqueira, pelos serviços que tem feito no Alentejo, Tras-os-Montes, Minho, ocupando o posto de Mestre de Campo de um terço de infantaria, com que socorreu a Praça de Olivença, estando depois no assalto de Badajoz, e ainda recuperando a Praça de Moura, sendo ferido de bala na cabeça, etc...
Francisco Per9eira da Cunha a fez escrever. Assinatura da Rainha.
35 - 1662, Lisboa, Outubro, 4.
Carta de Mercê de El-Rei Dom Afonso VI, a favor de Ruy Fernandez de Almada, Provedor da Casa da India, da mercê do título do Seu Conselho.
António de Sousa de Macedo a fez escrever. Assinatura de El-Rei.
36 - 1663, Lisboa, Março, 5.
Carta de Mercê de El-Rei Dom Afonso VI, a favor de Luiz Alvares de Távora, Conde de São João da Pesqueira, do lugar de Governador de Armas da Provincia de Trás-os-Montes, com exercicio do posto Mestre de Campo General na Provincia de Entre-Douro e Minho.
João Ribeiro a fez escrever.
Assinatura de El-Rei.. Este documento foi aditado a 22 de Março de 1669, confirmando o dito Conde no mesmo posto acima descrito, sendo esta confirmação assinada pelo Príncipe Dom Pedro.
37 - 1673, Lisboa, Fevereiro, 9.
Carta de Padrão do Príncipe Regente Dom Pedro, a favor de António Luiz de Távora, filho mais velho do Marquez de Távora, em respeito aos relevantes serviços de seu pai tanto na guerra como na paz, fazendo-lhe mercê em sua vida de 400.000 rs. de tença em cada ano.
Sebastião da Gama Lobo a fez escrever. Assinatura do Príncipe.
38 - 1693, Lisboa, Julho, 29.
Alvará da Rainha Senhora Dona Maria Sofia de Neuburgo, a favor da Ilma. e Exma. Senhora Dona Izabel, filha dos Condes de São Vicente, da mercê de a tomar por Dama da Sua Casa.
Martim Monteiro Paim a fez escrever.
Assinatura de Sua Magestade a Rainha. A Rainha Dona Maria Sofia de Neuburgo era casado com El-Rei Dom Pedro II.
39 - 1729, Lisboa Ocidental, Outubro, 11.
Carta de Dom Nuno da Cunha, Presbitero Cardeal da Santa Igreja de Roma do Título de Santa Anastácia, Inquisidor Geral Nestes Reinos e Senhorios de Portugal e do Conselho de Estado de El-Rei, faz por bem de fazer Familiar do Santo Ofício, a Miguel Carlos da Cunha e Távora, Conde de São Vicente.
Jácome Esteves Nogueira, Secretário do Conselho Geral a fez escrever.
Assinatura do Cardeal da Cunha.
40 - 1732, Lisboa, Dezembro, 13.
Carta de Mercê de El-Rei Dom João V, a favor de Fr. Manuel Carlos da Cunha e Távora e Silveira, Conde de São Vicente, doação de uma Comenda de São Pedro de Sexas e Cancelas na Ordem de Cristo, no Arcebispado de Braga. Assinatura de El-Rei.
41 - 1751, Lisboa, Setembro, 5.
Carta de Mercê de El-Rei Dom José I, a favor de Fr. Miguel Carlos de Távora, Conde de São Vicente, Cavaleiro Professo da Ordem de Cristo, de mercê da Comenda de Nossa Senhora da Silva de Castelejo na dita
Ordem, no Bispado da Guarda. Assinatura de El-Rei.
42 - 1751, Lisboa, Setembro, 5.
Carta de Mercê de El-Rei Dom José I, a favor de Fr. Miguel Carlos de Távora, Conde de São Vicente, Cavaleiro Professo da Ordem de Cristo, de mercê da Comenda de Pena Garcia na mesma Ordem, no Bispado da Guarda. Assinatura de El-Rei.
43 - 1753, Lisboa, Julho, 5.
Carta de Mercê de El-Rei Dom José I, a favor de Fr. Miguel Carlos de Távora, Conde de São Vicente, Cavaleiro Professo da Ordem de Cristo, de mercê da Comenda de Nossa Senhora da Assunção da Azambuja na mesma Ordem, no Patriarcado de Lisboa. Assinatura de El-Rei.
44 - 1768, Lisboa, Junho, 25.
Carta de Padrão de El-Rei Dom José I, a favor de Dona Luiza Caetana de Lorena, filha da Duqueza de Cadaval, fazendo-lhe mercê em sua vida de 200.000 rs. de tença em cada ano, que era a metade que Sua Magestade tinha feito mercê à Duqueza sua mãe e que não tivera efeito. Assinatura de El-Rei.
45 - 1768, Pancas, Abril, 22.
Carta de Mercê de El-Rei Dom José I, a favor de Arcebispo de Evora Dom João de Nossa Senhora da Porta, Regedor da Casa de Suplicação, fazendo-lhe mercê do cargo de Presidente da Real Mesa Censória.
Assinatura de El-Rei.
46 - 1783, Lisboa, Setembro, 9.
Breve de Dom Vicente Ranuzzi, Arcebispo de Tiro, Prelado Doméstico de Sua Santidade, Assistente ao Solio Pontificio, e Nuncio Apostólico nos Reinos de Portugal e Algarve e Seus Domínios com poderes de Legado Latere, Concedendo aos Condes de São Vicente e Seus Filhos, licença para que no oratório de suas casas assim na cidade, vila ou campo do Patriarcado de Lisboa, para se dizer missa todas as vezes que lhe parecerem.
Assinatura do Arcebispo de Tiro (com selo branco das suas armas)
Em aditamento,a Rainha Senhora Dona Maria I, dá o Seu Beneplácido para a execução deste Breve. Assina o Visconde de Vila Nova de Cerveira.
47 - 1769, Ajuda, Agosto, 7.
Carta de Mercê da Rainha Senhora D. Maria I, a favor do Conde de São
Vicente, nomeando-o no Ofício de Veador da Sua Casa. Assinatura da Rainha.
48 - 1791, Ajuda, Maio, 18.
Carta de Mercê da Rainha Senhora Dona Maria I, de uma vida no título de Conde de São Vicente, a favor de Miguel Carlos da Cunha e Silveira. Assinatura da Rainha.
49 - 1792, Lisboa, Junho, 11.
Carta de Mercê em Nome da Rainha Senhora Dona Maria I, a favor do Conde de São Vicente, Manuel Carlos da Cunha e Silveira, Cavaleiro Professo da Ordem de Cristo, fazendo-lhe mercê de duas vidas da
Comenda do Paul da Golegã, na dita Ordem. Assinatura do Príncipe Regente Dom João.
50 - 1800, Lisboa, Dezembro, 5
Carta de quitação do Príncipe Regente Dom João, confirmando o pagamento feito pelo Conde de S. Vicente, Fr. Miguel Carlos da Cunha Silveira e Lorena, de 637.500 rs. que perfaz os três quartos da Comenda de Nossa Senhora da Assunção da Azambuja (na Ordem de Cristo), que era o total mínimo requerido pela Bula do Santo Padre Alexandre VI, para o comendador ou cavaleiro da dita Ordem usufruir do privilégio de dispor em suas vidas ou em seus testamentos dos bens e rendas das ditas comendas, tenças ou benefícios, a favor de seus herdeiros, como se freires, e cavaleiros da mesma Ordem não fossem. Assinatura do Principe Regente.
51 - 1802, Lisboa, Janeiro, 20
Carta de Mercê do Príncipe Regente Dom João, da Comenda do Paul da Golegã, da Ordem de Cristo, a favor do Conde de S. Vicente, Fr. Miguel Carlos da Cunha e Silveira de Lorena, Cavaleiro Professo da dita Ordem.
Assinatura do Principe Regente.
52 - 1823, Bemposta, Abril, 13
Carta de Mercê de El-Rei Dom João VI, nomeando como Seu Conselheiro Honorário a Manuel José Carlos da Cunha e Silveira. Assinatura de El-Rei.
53 - 1864, Lisboa, Novembro, 21.
Apólice de Seguros da Companhia Fidelidade, para uma casa pertencente ao Exmo. Senhor António José Carlos da Cunha Silveira e Lorena. Assinatura de dois directores da Companhia.
54 - 1869, Lisboa, Fevereiro, 20
Carta de Venda em Nome de El-Rei Dom Luiz I, a favor de António José Carlos da Cunha Silveira e Lorena, de uma propriedade situada na cidade de Lisboa pertencente aos bens nacionais, posta agora à venda ao público por 440.500 rs., sendo rematada pelo dito António da Cunha Silveira e Lorena.
Assinaturas de El-Rei, conjuntamente com a do Conde de Samodães; vendo-se depois a assinatura de José Luciano de Castro, entre outras.
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